Três casos de interesse forense quanto à estimativa do intervalo pós-morte (IPM) por dados entomológicos são apresentados. Os três casos são relativos a investigações criminais que foram realizados no sul da Itália pelo Laboratório de Entomologia do Instituto de Medicina Legal da Universidade de Bari. Para cada caso, os autores apresentam uma descrição detalhada de como os restos observados na cena do crime e uma descrição dos artrópodes recolhidos a partir dos restos pode ajudar na determinação do IPM. A estimativa do IPM foi baseada na comparação dos dados dos relatórios da autópsia, as condições ambientais locais (temperatura, humidade, precipitação) e tempos de desenvolvimento para as fases imaturas de cada espécie de artrópodes local e os padrões de sucessão. A recolha dos insectos foi realizada no local da descoberta e, durante os procedimentos de necropsia.
No primeiro caso, um PMI de 5 a 8 dias foi estabelecido com base na presença de espécimes adultos de aeneus Saprinus (família Histeridae), larvas e adultos de Chrysomya albiceps e carnaria Sarcophaga.
No segundo caso, sobre os restos carbonizados de um cadáver, larvas de haemorrhoidalis Sarcophaga e Protophormia terraenovae foram observados em diferentes estágios de desenvolvimento, como indicado, dando um PMI de 3 a 4 dias, com base em dados entomológicos.
No terceiro caso, um PMI de 36 a 48 horas foi definida a partir da evidência de Calliphora vicina de segundo estágio larval sobre os dois corpos queimados. Em todos os casos, a evidência entomológica só levou a conclusões sobre o PMI.
http://translate.google.pt/translate?hl=pt-PT&langpair=en%7Cpt&u=http://www.astm.org/DIGITAL_LIBRARY/JOURNALS/FORENSIC/PAGES/JFS16117J.htm
Nuno Ferreira